"In three words I can sum up everything I have learned about life: it goes on."


Thursday, July 24, 2014

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Pega toda essa indiferença e frieza e enfia ela bem no meio do teu cu.
A verdade é que eu sempre soube que eras fraca, e por isso tentei ser forte por nós duas. Porque essa coisa de não chorar na frente dos outros, meu bem, é coisa de gente pequena. E de não perdoar também. Quantas vezes te perdoei colocando meu orgulho de lado pois acreditava que éramos (ainda acho que somos) muito maiores que todas essas coisinhas inhas e me enroscava no teu corpo e chorava todas as lágrimas que possuía dentro de mim e te deixava acariciar meu cabelo mesmo sentindo vontade de vomitar cada vez que me tocavas com tuas mãos sujas (delas). És fraca, pois escolhesse o jeito mais fácil pra ti, transformar uma coisinha em uma coisona e assim parecer com razão para agir como estás agindo. Mas tá tudo bem. O relógio tá girando e do jeito que as coisas estão indo by the time que eu entrar naquele avião não existirá nem mais uma gotinha do teu veneno circulando pelas minhas veias.
Não faria nada diferente de tudo que fiz(emos). A vida é assim, começos e fins e recomeços. Eu te desejo o melhor, por aqui. Mesmo. Desejo que sejas muito, muito feliz.
Quem sabe um dia eu viaje por essas bandas e te veja de novo. Quem sabe. Um dia.
Só espero poder amar assim de novo, outra vez na vida. Porque a felicidade que senti nesses últimos oito meses, nunca tinha sentido antes. Obrigada pelos sorrisos, que destes muito mais que lágrimas. Pelas experiências, por me mostrar esse novo mundo daqui (que eu não pertenço nem nunca pertencerei mas foi legal fingir).
Foi bom te amar e ser amada de volta com a intensidade de um temporal e uma loucura equivalente a religião muçulmana.
Adeus, meu amor.