"In three words I can sum up everything I have learned about life: it goes on."


Friday, November 25, 2011

Eu que não amo você.

"Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês.
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair.
O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar, corro o risco de encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar"


E nada é tão pouco. E nós temos sido pouco dessa maneira. E já foi tanto, mas nunca foi muito ou demais. Quem vai salvar minha alma agora? Tem gente que não tem salvação e você tá ocupada com uma dessas, dessas almas que já nascem impuras, que ninguém quer perto e, quem tem, é por obrigação.

Tuesday, November 22, 2011

22

Porque te inspirei de manhã e já eram oito e meia da noite e eu ainda não tinha expirado. E passou em um sopro. O céu era composto de bronze, e todas as lágrimas do mundo desceram juntas no mesmo instante.

Sentada na cadeira da sala, a luz solar dourada de final de tarde que passava por dentre frestas da cortina azul de escritório me cegava, mas não irritava.
O dia quente e chuvoso também não incomodava, milagre. Nem o fato de ter alguém ali analisando a aula. Foi aleatório, ao menos.
Tudo parecia mais rápido do que realmente era, olhei para o relógio contínuas vezes e não passavam das 17:10. Nunca. Foi um minuto eterno.
Disseram-me que eu estava fazendo todas as coisas lentas, embora pra mim tudo estivesse acelerado.

Mas quando passou, passou e voltou, e quando chorei foi o choro mais triste do mundo.

.set fire to the rain.

Monday, November 21, 2011

Sun

Tenho a esperança de que renasças um dia. De que renasçamos. Melhores. Uma completa pra outra. Uma não esquecendo a outra. Uma tendo procurado a outra. Uma amando, todos os dias e todas as noites, a outra. E o nosso mundo. Eu e tu e mais ninguém. E gostando dos outros, mas amando à nós. Adorando as outras, mas sendo de nós duas. Doídas de saudade.
E o meu maior desejo é que tu sejas a minha mulher. Ela. Minha companheira. Meu colo, meu ombro.
Não, não quero uma muleta, não quero me apoiar em ti. Só não sou tão auto-suficiente. Só não sou tão forte. Só preciso também ser amada. E tenho paciência pra esperar o teu amor. Eu tenho calma pra receber tua reciprocidade. Tenho amor suficiente em mim pra fazer do mundo afável, só que o meu amor maior do mundo é direcionado apenas à ti.

Desculpa se errei ou falhei ou faltei em algum momento. Desculpa se te decepcionei. Desculpa se te fiz sentir sozinha, abandonada. Se eu fiz isso, se eu cheguei ao ponto de faltar à ti, foi porque o meu coração pedia socorro e a minha alma implorava cuidado. E eu não queria mais do que isso.


Eu nunca te pedi mais do que sinceridade, honestidade, fidelidade, lealdade, compreensão e carinho. Uma mão, um colo. Um "vai ficar tudo bem, eu tô contigo". Eu nunca exigi mais do que isso, porque eu sei dos meus limites e eu jamais peço mais do que posso dar. E jamais peço pra que aumentem o próprio limite porque ninguém é igual à ninguém.
Prometo e juro te reencontrar. Existem amores eternos. Eu te amei, eu te amo. Não consigo te matar em mim simplesmente porque és infinita, imortal. És eterna. Meu Deus!, como eu te amo! Queria ter te encontrado no tempo certo. Queria ter te feito bem, ter te cuidado bem. Um dia eu vou. Podes me negar a chance agora, mas não me apaga do coração? Não me mata em ti.


Eu só vou porque não existe espaço agora. Não me deram espaço. Me deram limite, me repreenderam, me deixaram com medo. Me disseram que eu te amava em vão, sem receber nada. Mas eu não pedi nada em troca quando resolvi me doar. Eu só esperei, uma esperança que adormeceu quando me disseram que o teu amor não era meu. Uma esperança que sofreu, machucou... e tá aqui, quietinha, querendo falar. Mas eu peço calma pra que tu tenhas teu tempo. Pra que te deem tempo.
Não deixaram o nosso amor crescer. Mas quem fez isso podou só as folhas e as flores e deixou as raízes. No meu coração tu sempre vais florescer e eu sempre vou cuidar pra que não morras nos meus outonos e invernos astrais, porque tu és meu sol.


Me destes, por muito tempo, os sorrisos. Só que desacostumastes. Ou eu te acostumei mal. Ou eu te aborreci. Um dia eu entendo.
Tenho fé. Não digo fé em Deus, nem em nada que não me seja palpável, que não me dê certeza. Por isso tenho fé em mim. E tendo fé em mim e no meu coração, deposito o meu amor à ti, pra ti.
Mesmo que em outros braços, que sejam apenas consolo. Mesmo que em outros beijos, que sintas as minhas saudades. Sabes que sou tua como nunca fui de ninguém e nem desejo ser. Por te amar demais e por me amar, principalmente. Porque se dar assim, com essa intensidade, é para poucos.


Eu posso dizer que uma vez em minha vida eu fui intensamente de outra pessoa e não minha. E essa pessoa és tu.

Sempre que precisares, eu vou estar aqui, de coração e braços abertos.

Amo-te,
amo-te,
amo-te.


Beijos.
Até logo.

Thursday, November 17, 2011

A camiseta roxa.

E ela sentadinha do meu lado coberta por uma tristeza que me tirava o ar só de ver comentou sobre uma cena que me lembrou muito algo que sim, um dia, aconteceu.

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Era final de tarde e eu tava bem deitadinha na tua cama, ali em baixo daquela janela na qual teu primo às vezes aparecia para nos incomodar. Não lembro da minha roupa mas lembro bem direitinho da tua.
É que tu levantou do meu lado assim de supetão e sentou na cadeira em frente ao computador, os raios de sol - fim de sol na verdade - iluminando teus olhos, e tu fez aquela jogadinha de cabelo que a gente chamava de "sou gatinho"... Então tu me disse como me amava, pegou o violão e começou a tocar "From the inside out".
E eu, bem menina, bem apaixonada, rolei lentamente até ficar de bruços e enterrei minha cabeça no travesseiro pra ti não ver que meus olhos estavam cheios de lágrimas.
Que tu era exatamente aquilo que eu sempre quis, até então, no auge dos meus quinze. Que eu também te amava muito mais, do que eu sempre tive certeza, que me amou.
Eu te achava lindo com aquela camiseta roxa. E com todas as outras também pra ser bem sincera.
Engraçado que depois de um tempo eu passei a odiá-las.
Hoje em dia eu realmente não sei mais de ti. Não te tenho mais no messenger, no orkut - nossa primeira rede social? -, no facebook nunca te procurei, e o número de celular deve ter mudado no mínimo três vezes nesses últimos anos. Me pergunto se ainda mora na mesma casa, ou até mesmo ainda aqui na mesma cidade?
Nunca mais ouvi de ti também. Mudamos de amigos, círculo social. De direções. Nos apagamos.
Conseguimos realmente sair da vida um do outro.
Será este feito tão perfeitamente bem feito por nunca termos estado lá?

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.big city dreams.
.

Sunday, November 13, 2011

Happills




A gente gosta tanto que chega a doer, e para passar a dor? Dipirona. Daí ao ver a pessoa dá aquele enjoo, Dramin. E quando tudo termina e as pessoas se traem e as brigas acontecem, as partes do corpo ficam doloridas e para relaxar os músculos a gente toma o que? Dorflex.
Então, cansamos de todo esse stress e começamos a querer prevenir, daí a gente toma Valium, Rohypnol ou qualquer uma dessas coisas que apaguem as sensações e a memória recente, pra matar um pouquinho desse amor, esse tanto amor que a gente tem dentro da gente e o mundo lá fora, não. Mas eles nos fazem dormir, e a gente não quer dormir só quer ficar acordada sem se importar. Tristeza, felicidade, ansiedade, etc etc.

Rivotril. A pessoa fica meio lesada sim, não lembra direito do passado, não entende direito o que tá acontecendo, fica em outra dimensão, não consegue responder direito o que lhe é perguntado, mas é bom, é numb. Sentir numbness por dias inteiros é aliviante.
Entretando não sentir nada depois de muito tempo é triste, e tristeza não passa com qualquer coisa não.

Mas passa com Fluoxetina, ou como eu gosto de chamar: capsulas de felicidade. Dá tanta felicidade que nada nos abala, tanta felicidade daquelas que a gente nem sabe que pode suportar dentro de si. Mas é felicidade fabricada, de laboratório assim, e quando a cartela acaba a gente lembra que nem era de verdade, era apenas química.

Que nem o amor, quando acaba a gente vê que não era de verdade, era químico. Porque, se fosse de verdade não tinha acabado, nem sido vendido por uma ou duas cartelas.

Monday, November 07, 2011

Inferno de mundo, de pessoas, de tudo. UIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

ME DEMITO INFERNO INFERNO INFERNO

Sunday, November 06, 2011

I'm actual

Can we take the next hour and talk about me?
Talk about me, oh we'll talk about me
Talk about me, and we'll only talk about me

Can we please take this hour and talk about me?
And my hatred for corporate magazines
You know they don't speak to me
The irony is they won't speak with me

I placed you on a window sill
Cut notches up and down the door
My surprise I woke up one morning
In bed in your place lay a note

It read, "Baby, Your love, it just ain't good enough.
I found sunlight 6 hours away.
You watered me down 'til I drifted abound
Somewhere far from your shade."

Now I shadow my former self
Once whole and now only a chest full of holes
red wax, it paints me unclear
When the big hand strikes 12, I disappear

And the angels are fake and they'll lie to your face
Anything to keep you away
You watered me down 'til I drifted abound


It's time I accept the fact that you on your back
It has buried the past
Can we please take this hour and talk about me?
Talk about me, oh we'll talk about me
Talk about me, and we'll only talk about me

Can we please take this hour and talk about me?
And my hatred for corporate magazines
You know they don't speak to me
The irony is they won't speak with me

quitting smoking

Acho que eu estou finalmente ficando bem assadinha por dentro, saindo do cru-vermelho-sangrento. Quem sabe até já passei do ponto e há muito estou torrada? Criando casquinha preta, saindo fumacinha e tudo mais. Voltei bem resolvida da vida e resolvi que não quero mais ficar aqui.
Conclui também que não mais sei conhecer pessoas, ter assunto em comum, fingir que me interesso pra um dia me interessar de verdade.
Tem gente que sempre vai fazer mal pra gente mesmo independente do quanto queremos que faça o bem. E vai fazer cena, chamar a atenção e voltar aos velhos hábitos dos velhos tempos. Mesmo que não seja de propósito ou seja. Não sei não quero saber. Second chances they don't ever matter people never change. Even though you quitted smoking you never ever deny my marlboro light...
Mas eu voltei bem resolvida da vida e resolvi que não quero mais ficar aqui.

Friday, November 04, 2011

Porto Alegre

E a única conclusão que eu chego após essas 24 horas insanas é que a única coisa que eu realmente preciso é de uma cidade nova. Cheiro de cidade nova, pessoas novas, andar na rua e não reconhecer rostos, andar em esquinas nas quais não existe nenhuma recordação, ir para festas e conversar com pessoas aleatórias que não possuem nenhuma ligação com você.
Ao mesmo tempo, é cheiro de Porto Alegre, sotaque do sul... taxi barato, pessoas simpáticas, cultura... happiness. Quero ficar aqui pra sempre.
Me peguei falando com sotaque puxado "vamo lá gurias, a gente compra umas coisas pra comer e vai ver o por-do-sol no Guaíba". To tão feliz que dá vontade de chorar de felicidade. <3
... mas faz frio em Porto Alegre toda noite, e de longe eu não posso te ver.

Wednesday, November 02, 2011

Mas um dia, nem que seja num futuro muito muito distante eu vou entender como que uma pessoa consegue ter tanto efeito sobre mim............ e daí vou conseguir me libertar. i mean it