"In three words I can sum up everything I have learned about life: it goes on."


Sunday, December 25, 2011

22 (horas)

Apenas dois dias. E deixa eu te contar: infinitas coisas podem acontecer em apenas dois dias.
A quem estou tentando enganar? Dois dias? Pff. Vinte e duas horas.
O suficiente para contorcer e confundir tudo aquilo que eu tinha decidido pelo último ano, veio e fez uma bagunça em tudo. Me fez bagunça.
Não sei se ele veio ou se foi eu que fui, ou simultaneamente ele veio e eu fui, mas tá tudo assim. Bagunça.

Eu vi o pôr-do-sol mais lindo do mundo no Paraná enquanto matava a maior saudade do mundo sentada na poltrona 37.
"-Agora eu entendi quando eles falam sobre o céu de bronze." Disse ele.

Vinte e duas horas. Três carteiras de Carlton. Dois filmes bons. Várias cordas desafinando a cada momento. A ré não afinando de jeito nenhum. Meu amor inteiro em um apartamento de quarto andar no centro de uma cidade a mim desconhecida. Um cigarro caindo da sacada lá para baixo.
"-Imagina se fosse eu." Disse ela.
"-Se fosse tu então eu nunca casaria." Disse ele.

A volta foi silenciosa, toda trabalhada em pensamentos rebuscados sobre um futuro impossível. O céu também estava bonito, mas nunca seria tão bonito quanto o céu do dia/noite/manhã (perdi a noção da ordem e do tempo) do dia anterior. Mas tava assim, ônibus dormindíssimo e a poltrona 39 já não era tão legal como a 37 fora anteriormente.


video

Thursday, December 22, 2011

- Desapareceu, tá vivo?
- To vivo e ainda te amo, e voce?
- Ainda te amo também.

Data:
22/12/2011

Hora:
18:10

Tipo:
Mensag. texto

Tuesday, December 13, 2011

Eu já rezei pra tudo melhorar
Eu já pedi pra deus pra ele me salvar
Mas quando abro os olhos
Não acredito em nada
Eu já morri, eu já quis te matar
Já fiz o que ninguém consegue suportar
Não há nada pra acreditar

Friday, November 25, 2011

Eu que não amo você.

"Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês.
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair.
O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar, corro o risco de encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar"


E nada é tão pouco. E nós temos sido pouco dessa maneira. E já foi tanto, mas nunca foi muito ou demais. Quem vai salvar minha alma agora? Tem gente que não tem salvação e você tá ocupada com uma dessas, dessas almas que já nascem impuras, que ninguém quer perto e, quem tem, é por obrigação.

Tuesday, November 22, 2011

22

Porque te inspirei de manhã e já eram oito e meia da noite e eu ainda não tinha expirado. E passou em um sopro. O céu era composto de bronze, e todas as lágrimas do mundo desceram juntas no mesmo instante.

Sentada na cadeira da sala, a luz solar dourada de final de tarde que passava por dentre frestas da cortina azul de escritório me cegava, mas não irritava.
O dia quente e chuvoso também não incomodava, milagre. Nem o fato de ter alguém ali analisando a aula. Foi aleatório, ao menos.
Tudo parecia mais rápido do que realmente era, olhei para o relógio contínuas vezes e não passavam das 17:10. Nunca. Foi um minuto eterno.
Disseram-me que eu estava fazendo todas as coisas lentas, embora pra mim tudo estivesse acelerado.

Mas quando passou, passou e voltou, e quando chorei foi o choro mais triste do mundo.

.set fire to the rain.

Monday, November 21, 2011

Sun

Tenho a esperança de que renasças um dia. De que renasçamos. Melhores. Uma completa pra outra. Uma não esquecendo a outra. Uma tendo procurado a outra. Uma amando, todos os dias e todas as noites, a outra. E o nosso mundo. Eu e tu e mais ninguém. E gostando dos outros, mas amando à nós. Adorando as outras, mas sendo de nós duas. Doídas de saudade.
E o meu maior desejo é que tu sejas a minha mulher. Ela. Minha companheira. Meu colo, meu ombro.
Não, não quero uma muleta, não quero me apoiar em ti. Só não sou tão auto-suficiente. Só não sou tão forte. Só preciso também ser amada. E tenho paciência pra esperar o teu amor. Eu tenho calma pra receber tua reciprocidade. Tenho amor suficiente em mim pra fazer do mundo afável, só que o meu amor maior do mundo é direcionado apenas à ti.

Desculpa se errei ou falhei ou faltei em algum momento. Desculpa se te decepcionei. Desculpa se te fiz sentir sozinha, abandonada. Se eu fiz isso, se eu cheguei ao ponto de faltar à ti, foi porque o meu coração pedia socorro e a minha alma implorava cuidado. E eu não queria mais do que isso.


Eu nunca te pedi mais do que sinceridade, honestidade, fidelidade, lealdade, compreensão e carinho. Uma mão, um colo. Um "vai ficar tudo bem, eu tô contigo". Eu nunca exigi mais do que isso, porque eu sei dos meus limites e eu jamais peço mais do que posso dar. E jamais peço pra que aumentem o próprio limite porque ninguém é igual à ninguém.
Prometo e juro te reencontrar. Existem amores eternos. Eu te amei, eu te amo. Não consigo te matar em mim simplesmente porque és infinita, imortal. És eterna. Meu Deus!, como eu te amo! Queria ter te encontrado no tempo certo. Queria ter te feito bem, ter te cuidado bem. Um dia eu vou. Podes me negar a chance agora, mas não me apaga do coração? Não me mata em ti.


Eu só vou porque não existe espaço agora. Não me deram espaço. Me deram limite, me repreenderam, me deixaram com medo. Me disseram que eu te amava em vão, sem receber nada. Mas eu não pedi nada em troca quando resolvi me doar. Eu só esperei, uma esperança que adormeceu quando me disseram que o teu amor não era meu. Uma esperança que sofreu, machucou... e tá aqui, quietinha, querendo falar. Mas eu peço calma pra que tu tenhas teu tempo. Pra que te deem tempo.
Não deixaram o nosso amor crescer. Mas quem fez isso podou só as folhas e as flores e deixou as raízes. No meu coração tu sempre vais florescer e eu sempre vou cuidar pra que não morras nos meus outonos e invernos astrais, porque tu és meu sol.


Me destes, por muito tempo, os sorrisos. Só que desacostumastes. Ou eu te acostumei mal. Ou eu te aborreci. Um dia eu entendo.
Tenho fé. Não digo fé em Deus, nem em nada que não me seja palpável, que não me dê certeza. Por isso tenho fé em mim. E tendo fé em mim e no meu coração, deposito o meu amor à ti, pra ti.
Mesmo que em outros braços, que sejam apenas consolo. Mesmo que em outros beijos, que sintas as minhas saudades. Sabes que sou tua como nunca fui de ninguém e nem desejo ser. Por te amar demais e por me amar, principalmente. Porque se dar assim, com essa intensidade, é para poucos.


Eu posso dizer que uma vez em minha vida eu fui intensamente de outra pessoa e não minha. E essa pessoa és tu.

Sempre que precisares, eu vou estar aqui, de coração e braços abertos.

Amo-te,
amo-te,
amo-te.


Beijos.
Até logo.

Thursday, November 17, 2011

A camiseta roxa.

E ela sentadinha do meu lado coberta por uma tristeza que me tirava o ar só de ver comentou sobre uma cena que me lembrou muito algo que sim, um dia, aconteceu.

.

Era final de tarde e eu tava bem deitadinha na tua cama, ali em baixo daquela janela na qual teu primo às vezes aparecia para nos incomodar. Não lembro da minha roupa mas lembro bem direitinho da tua.
É que tu levantou do meu lado assim de supetão e sentou na cadeira em frente ao computador, os raios de sol - fim de sol na verdade - iluminando teus olhos, e tu fez aquela jogadinha de cabelo que a gente chamava de "sou gatinho"... Então tu me disse como me amava, pegou o violão e começou a tocar "From the inside out".
E eu, bem menina, bem apaixonada, rolei lentamente até ficar de bruços e enterrei minha cabeça no travesseiro pra ti não ver que meus olhos estavam cheios de lágrimas.
Que tu era exatamente aquilo que eu sempre quis, até então, no auge dos meus quinze. Que eu também te amava muito mais, do que eu sempre tive certeza, que me amou.
Eu te achava lindo com aquela camiseta roxa. E com todas as outras também pra ser bem sincera.
Engraçado que depois de um tempo eu passei a odiá-las.
Hoje em dia eu realmente não sei mais de ti. Não te tenho mais no messenger, no orkut - nossa primeira rede social? -, no facebook nunca te procurei, e o número de celular deve ter mudado no mínimo três vezes nesses últimos anos. Me pergunto se ainda mora na mesma casa, ou até mesmo ainda aqui na mesma cidade?
Nunca mais ouvi de ti também. Mudamos de amigos, círculo social. De direções. Nos apagamos.
Conseguimos realmente sair da vida um do outro.
Será este feito tão perfeitamente bem feito por nunca termos estado lá?

.

.big city dreams.
.

Sunday, November 13, 2011

Happills




A gente gosta tanto que chega a doer, e para passar a dor? Dipirona. Daí ao ver a pessoa dá aquele enjoo, Dramin. E quando tudo termina e as pessoas se traem e as brigas acontecem, as partes do corpo ficam doloridas e para relaxar os músculos a gente toma o que? Dorflex.
Então, cansamos de todo esse stress e começamos a querer prevenir, daí a gente toma Valium, Rohypnol ou qualquer uma dessas coisas que apaguem as sensações e a memória recente, pra matar um pouquinho desse amor, esse tanto amor que a gente tem dentro da gente e o mundo lá fora, não. Mas eles nos fazem dormir, e a gente não quer dormir só quer ficar acordada sem se importar. Tristeza, felicidade, ansiedade, etc etc.

Rivotril. A pessoa fica meio lesada sim, não lembra direito do passado, não entende direito o que tá acontecendo, fica em outra dimensão, não consegue responder direito o que lhe é perguntado, mas é bom, é numb. Sentir numbness por dias inteiros é aliviante.
Entretando não sentir nada depois de muito tempo é triste, e tristeza não passa com qualquer coisa não.

Mas passa com Fluoxetina, ou como eu gosto de chamar: capsulas de felicidade. Dá tanta felicidade que nada nos abala, tanta felicidade daquelas que a gente nem sabe que pode suportar dentro de si. Mas é felicidade fabricada, de laboratório assim, e quando a cartela acaba a gente lembra que nem era de verdade, era apenas química.

Que nem o amor, quando acaba a gente vê que não era de verdade, era químico. Porque, se fosse de verdade não tinha acabado, nem sido vendido por uma ou duas cartelas.

Monday, November 07, 2011

Inferno de mundo, de pessoas, de tudo. UIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

ME DEMITO INFERNO INFERNO INFERNO

Sunday, November 06, 2011

I'm actual

Can we take the next hour and talk about me?
Talk about me, oh we'll talk about me
Talk about me, and we'll only talk about me

Can we please take this hour and talk about me?
And my hatred for corporate magazines
You know they don't speak to me
The irony is they won't speak with me

I placed you on a window sill
Cut notches up and down the door
My surprise I woke up one morning
In bed in your place lay a note

It read, "Baby, Your love, it just ain't good enough.
I found sunlight 6 hours away.
You watered me down 'til I drifted abound
Somewhere far from your shade."

Now I shadow my former self
Once whole and now only a chest full of holes
red wax, it paints me unclear
When the big hand strikes 12, I disappear

And the angels are fake and they'll lie to your face
Anything to keep you away
You watered me down 'til I drifted abound


It's time I accept the fact that you on your back
It has buried the past
Can we please take this hour and talk about me?
Talk about me, oh we'll talk about me
Talk about me, and we'll only talk about me

Can we please take this hour and talk about me?
And my hatred for corporate magazines
You know they don't speak to me
The irony is they won't speak with me

quitting smoking

Acho que eu estou finalmente ficando bem assadinha por dentro, saindo do cru-vermelho-sangrento. Quem sabe até já passei do ponto e há muito estou torrada? Criando casquinha preta, saindo fumacinha e tudo mais. Voltei bem resolvida da vida e resolvi que não quero mais ficar aqui.
Conclui também que não mais sei conhecer pessoas, ter assunto em comum, fingir que me interesso pra um dia me interessar de verdade.
Tem gente que sempre vai fazer mal pra gente mesmo independente do quanto queremos que faça o bem. E vai fazer cena, chamar a atenção e voltar aos velhos hábitos dos velhos tempos. Mesmo que não seja de propósito ou seja. Não sei não quero saber. Second chances they don't ever matter people never change. Even though you quitted smoking you never ever deny my marlboro light...
Mas eu voltei bem resolvida da vida e resolvi que não quero mais ficar aqui.

Friday, November 04, 2011

Porto Alegre

E a única conclusão que eu chego após essas 24 horas insanas é que a única coisa que eu realmente preciso é de uma cidade nova. Cheiro de cidade nova, pessoas novas, andar na rua e não reconhecer rostos, andar em esquinas nas quais não existe nenhuma recordação, ir para festas e conversar com pessoas aleatórias que não possuem nenhuma ligação com você.
Ao mesmo tempo, é cheiro de Porto Alegre, sotaque do sul... taxi barato, pessoas simpáticas, cultura... happiness. Quero ficar aqui pra sempre.
Me peguei falando com sotaque puxado "vamo lá gurias, a gente compra umas coisas pra comer e vai ver o por-do-sol no Guaíba". To tão feliz que dá vontade de chorar de felicidade. <3
... mas faz frio em Porto Alegre toda noite, e de longe eu não posso te ver.

Wednesday, November 02, 2011

Mas um dia, nem que seja num futuro muito muito distante eu vou entender como que uma pessoa consegue ter tanto efeito sobre mim............ e daí vou conseguir me libertar. i mean it

Tuesday, October 25, 2011

Quem ri por último, Rivotril

"Da porta da minha casa até a porta do táxi demora mas não me irrita. Lenta, bem lenta. O raciocínio diz tão devagar que deixo pra lá. As pernas estão tão devagares que deixo pra lá. Mas vou. A mala de mão pesa mas não machuca. As rodinhas da outra mala trururu, trururu. Viver agora é um embalinho de barco ou de berço. Podia enjoar mas a felicidade de agora não deixa. Felicidade é sono. O oposto de despertar. Felicidade é esse segundinho de sono entre seu sonho e algo na TV. Despertar é preciso, mas só depois."

Pedido

"Sem risinho eu mantive o pedido, fazendo dele algo mesmo. Um murro, você escolhe o lugar. É isso mesmo? Claro que não, seria terrível conviver com isso. Então espero do fundo da minha alma que você possa continuar ouvindo isso sem jamais me saciar.

Mas era um minuto tão escuro de uma hora que nem existe, então, quis te dar essa honestidade que nem poderia ser contada pra não perder seu caráter. Eu queria mesmo era um murro. Não o dado porque se ama, o dado com a secura e a realidade de não significar nada. Pra ver se mata ou acorda isso que, também em nome da realidade e da secura, não vou significar.

Isso que queria um murro pra doer onde se fala tanto de uma dor que não se sabe ao certo onde bate. Um murro na boca. Isso que precisa do limite da força pra suportar caber em alguma aresta que sou eu mesma. Isso de doer pra ser bom, que podemos fazer se no fundo funciona também assim?

Isso de apenas ser um murro, algo tão absurdo. Algo que acaba sendo alguma verdade nunca dita causando assim tantos problemas ditos até que todos não se suportem mais. Se as pessoas simplesmente pudessem pedir, assim, vai, me dá um murro, quantos jantares e viagens e noites e festas e conversas e histórias seriam salvas.

Tá, eu vou metaforizar, afinal, é assim que acabo cabendo no que sinto ou ao contrário. Eu queria um murro massagem cardíaca. Queria um murro reboot de cabeça. Um murro pra sentir aquele salgado quente azedo doce na boca, pra ser vampira de mim, fome de mim, um murro pra me sentir e a violência que me amedronta tanto não ser culpa minha. Um murro para eu amar o mal fora de mim, mas sempre precisando dele.

Sempre lutando pra segurar o sangue na boca ainda que seja inevitável me escorrer vermelha em cima de qualquer coisa que me faça precisar de ar. O mal arrebentando minha boca e dentes e cordas vocais sempre segurando tanto potencial pra dizer e estragar tudo e ficar livre e querer dizer pra resgatar tudo e ficar livre. E nunca se fica livre porque nunca se fica bem. Um murro pra ter o que cuspir, o que costurar, o que esperar. Pra ver a ferida e não ser a ferida. Pra cuidar de uma ferida que pode se ver e esperar. Pra poder ficar quieta. É isso. Um murro na boca. Bem dado. Para eu ficar quieta. É isso. Eu sou um marido que não agüenta mais sua mulher. Eu não agüento mais a minha mulher. Cala a boca!

Não é sexual, tapinha, coisa de gente que escuta samba e faz piada com pandeiro. Não é doença protegida por açúcar e língua. É raiz à seco. Não é pra exorcizar a merda e correr pro banho e correr pra festa e correr. É murro de cair no chão e enxergar cantos distorcidos de teto se fechando. É um murro bem dado, numa rua sem árvore com flores amarelas. Em algum lugar onde as pessoas falam sueco e escutam húngaro. Em algum lugar onde o azul defunto e o branco dia nada não seja efeito de cineasta perturbado. Um murro terrível, impossível de perdoar, impossível de ser amor, impossível de continuar. E então eu poderia dormir ao seu lado. Cansada, ensangüentada, sem nenhuma espera, acabada, sem amor, sem dente, sem sangue, sem ser gente, principalmente sem ser mulher. E então eu poderia só porque não correria mais o risco de levar um murro. "

Sunday, October 23, 2011

A louca do jardim.

"Pra onde vai o amor? De manhã eu preciso buscar um remédio pra minha mãe, depois tenho pilates e às 11 em ponto preciso estar na agência pra decidir um roteiro de vídeo para uma apresentação interna que o cliente vai fazer para a área comercial. Pra onde vai o amor? Quero aparecer na sua agência, subir as escadas correndo.

Porque essa pergunta precisa ser feita de peito ofegante. Pra onde vai o amor? Você tem a apresentação de uma concorrência. E tem uma equipe, uma mesa, um lixo, um carro alto, um cabelo grande, um sobrenome importante, um quadro caro, uma ex namorada top model, dezenas de garotinhas apaixonadas. Pra onde vai o amor? Porque quando deitamos no chão da sua sala e você me perguntou "quanto tempo você demora pra dizer que ama?". Porque quando você me mandou aquele e-mail falando que dormiu bem quando me conheceu. Porque a gente estava tão nervoso no dia do Astor, Subastor.

Porque eu tinha uma escova de dentes aí e você tinha uma escova de dentes aqui. Pra onde vai o amor? O que você fez com o seu? Deu descarga? O que eu faço com o meu? Dai eu te ligo, escondida no jardim da agência que eu trabalho. Chorando horrores. E te peço desculpas. "Eu sei que faz só um mês que estamos juntos mas o que você fez com o nosso amor?".

Por que você ficou frio e sumiu e esqueceu e secou e matou e deletou e resolveu e foi? E você diz que está trabalhando e eu me sinto idiota. Me sinto esfolada viva pelo mundo. Me sinto enganada por anjos. Me sinto inteira uma enganação. Respiro mentiras. Visto desculpas. Ajo disfarces. Porque a gente estava sim se amando mas você correu pra levantar antes a bandeira do "se fudeu trouxa, o amor não existe". Justo você que eu escolhi pra fugir comigo das feiúras do mundo

Porque você me emprestava a mão dormindo e pedia colo vendo tv e queria me fazer camarões fritos e escondia as meias suadas quando eu chegava antes do que você esperava. E você me perguntava o tempo todo se eu percebia como era legal a gente. E então, só pra fazer parte da merda universal de toda a bosta da vida, você se bandeou pro lado do impossível e se foi e me deixou como louca, escondida no jardim da agência, chorando, te perguntando pra onde foi o amor. E você riu e disse "mas eu só estou fazendo minhas coisas". E eu me senti idiota e louca e chata e isso foi muito cruel ainda que seja tão normal. Normal não me serve não encaixa não acalma.

E eu achei que a gente podia ter uma bolha nossa pra ser louco e improvável e protegido do lugar comum do mundo mediano adulto das pessoas que riem e fazem suas coisas. E tudo ficou feio, até você que é lindo ficou feio.

E eu quis me fazer cortes. Porque viver é difícil demais. E todo mundo me olhando, rindo, fazendo suas coisas. E daqui a pouco eu rindo e fazendo minhas coisas. E no fundo, abafado, dolorido, retraído, medicado, maduro, podre: onde está o amor? Onde ele vai parar? Onde ele deixou de nascer? Onde ele morreu sem ser? Por que eu sigo fazendo de conta que é isso.

As pessoas seguem fazendo de conta que é isso. E por dentro, mais em alguns, quase nada em outros, ainda grita a pergunta. O mundo inteiro está embaixo agora do seu lindo e refinado e chique e rico prédio empresarial de milionários. Gritando nas janelas, batendo nas portas, tirando você da sua reunião: o que você fez com o amor? Esse dinheiro todo, essa responsabilidade toda, esses milhões todos, essas pessoas todas que você quer que te achem um homem.

E o amor, o que você fez com ele? Enfiou no cu? Colocou na máquina de picar papel? Reaproveitou a folha pra escrever atrás? Reciclou? Remarcou pra daqui dois anos? Cancelou? Reagendou o amor? Demitiu o amor? É o amor que vai fazer você ser isso tudo e não isso tudo que você usa pra dar essas desculpas pro amor. Porque quando eu sentei no cantinho da cama e você leu seu livro de poesias de quando era criança. Porque quando você ficou nervoso porque queria me dizer que naquele minuto não estava me amando porque você acha que amor é isso além do que você pode. Amor é só o que você já estava podendo. O que você fez com esse pouco que virou nada? Com o muito que poderia virar? Eu aleijada, engessada, roxa, estropiada, quebrada, estou na porta, esperando você, por favor, me ensina, o que fazer, vou fazer o mesmo com o meu.

Vou mandar junto com o seu. Nosso amor pro inferno, longe, explodido, nada. E a gente almoçando em paz falando sobre o tempo e as pessoas escrotas e o filme da semana. Bela merda isso tudo, bela merda você, bela merda eu, bela merda todos os sobreviventes que riem e fazem suas coisas e almoçam e falam de filmes. E por dentro o buraco gigante preenchido por antidepressivos, ansiolíticos, calmantes, cervejas, maconhas, viagens e mais reuniões. Pra onde foi o amor? De pé seguimos pra nunca saber, pra nunca responder, pra nunca entender

Pra onde? Você lendo o texto mais lindo da minha vida sobre o último dia morando com seus pais, você achando as moedinhas que o seu pai escondia no jardim quando você era criança, você me contando isso tudo baixinho e eu sentindo tantas milhares de coisas lindas, você falando da merda boiando e a dor dos seus fins de amor, você dormindo com seus cachinhos virados para o meu nariz, você fazendo a piada dos ombrinhos mais altos e mais baixos pra tirar sarro dos homens artistas e burocráticos, você por um mês e tanto amor. Todos os cheiros de todos os seus cantos. E agora eu louca porque não se pode sentir, porque senti sozinha, porque não se pode sentir em tão pouco tempo.

Que tempo é esse quando o amor se apresenta tão mais forte e sábio que as regras de proteção? Quem quer pensar em acento flutuante quando se está voando? Quem quer pensar em pouso de emergência quando se está chegando em outro mundo melhor? E agora nada e você nada e tudo nada. O amor no planeta das canetas Bic que somem. O amor mais um como se pudesse ser mais um. O amor da vida de um mês. Você com medo de ser mais um e você único e tanto amor e tão pouco tempo.

O que você fez com ele para eu nunca fazer igual? Eu prefiro ser quem te espera na porta pra entender. Eu prefiro ser quem te espera na outra linha pra entender. Eu prefiro ser a louca do jardim enquanto o mundo ri e faz suas coisas. Do que ser quem se tranca nessas salas infinitas suas pra nunca entender ou fazer que não sente ou não poder sentir ou ser sem tempo de sentir ou ser esquecido e finalmente não ser."

Friday, October 21, 2011

21:12

19

Sozinha na cozinha, em casa, na vida.
Sentada almoçando, ouvindo nenhum de nós.
Uma meia calça bordô, uma blusa cinza e um lenço no cabelo.
Um incenso queimando lá na sala e o Tedy dizendo que não entende.
E eu não entendo também.
Às vezes fica tão insuportável que a única coisa a se fazer;
É ficar sentada esperando que passe.
E eu sei que parece cocaína mas é só tristeza mesmo.

Wednesday, October 19, 2011

Imbuindo

"Você explicou como funcionava cada órgão meu com as mãos, eu não soube lidar com os sintomas, as contrações de amor, pulsações mais rápidas do coração. Tornei-me contorcionista de chão, quando se afastava me retorcia lambendo azulejos e poeira, não importava mais se eram limpos, se estava no banheiro ou no quarto-sala-tudo-nosso. Aproveitei e inundei os cômodos de choro, me esforcei e lavei, mandei embora o que na verdade eu sabia que futuramente não iria suportar. Sequei gota por gota com o cabelo. Nenhuma mecha foi poupada, espremi até sair o último pingo de sal.
Comi batons na ausência do café, almoço e jantar, comi você na esperança que sobrasse mais tempo para nós. Restou-me a lembrança de sucos amargos amenizados por sacas de açúcar, mais acerbos ainda. Não sei o que foi pior.
As formigas me devoraram, não de uma só vez, não eram tubarões. Piscava e me levavam o estômago, uma mão, não lhe dei tchau, pisquei, comeram meus tímpanos, você sorriu pra mim, pisquei, comeram meus olhos, bati na mesa, nos copos, derramei o derretido gelo, bati em você, depois em mim, por dentro, encontrei paredes quentes, achei que não conseguiria mais sair dali, corri, porque é nisso que sou boa, em ser leve por aí, pisquei, já não sei se elas devoraram meu coração ou você o levou de mim."

Monday, October 17, 2011

1010

Lembra aquele dia que tu ficou sentado na beira da tua cama bagunçada com cara de emburrado me culpando por algo que não era minha culpa, enquanto eu juntava pelo teu apartamento todas as minhas roupas que estavam pelo chão e as vestia?
E eu te disse com uma das maiores certezas que já tive na vida e com os olhos cheios de lágrimas de raiva "Se eu sair por essa porta agora eu vou e não volto, não adianta nem correr atrás de mim, nem pedir desculpas nem nada, é pra sempre. E eu falo sério."
Então tu cedeu, se desculpou e me levou pra casa. Lembra?

A verdade é que bem no fundo - nem tão fundo assim - eu queria mesmo é que tu tivesse me deixado ir embora. Pra sempre.



Wednesday, September 28, 2011

He said I'll love you 'til I die
She told him you'll forget in time
As the years went slowly by
She still preyed upon his mind

He kept her picture on his wall
Went half crazy now and then
He still loved her through it all
Hoping she'd come back again

Kept some letters by his bed
Dated 1962
He had underlined in red
Every single I love you

I went to see him just today
Oh but I didn't see no tears
All dressed up to go away
First time I'd seen him smile in years

He stopped loving her today
They placed a wreath upon his door
And soon they'll carry him away
He stopped loving her today

You know she came to see him one last time
Oh and we all wondered if she would
And it kept running through my mind
This time he's over her for good

Monday, September 19, 2011

Escusa

Quantas vezes desviei o olhar, simulei estar procurando alguém por entre você. Mexi no cabelo, mordi os lábios, tudo porque talvez não pudesse te responder o que eu realmente pensava.

E no teu silêncio sonoro, quantas outras vezes te procurei por escrita digitando e apagando, perdendo tempo ao trocar o ‘você’ por ‘ti’ e o ‘ti’ por ‘você’. Quer dúvida mais idiota?

Me desculpe, mas sinto dizer que estive colocando-o a teste. Quando você pediu ‘fica’ eu quis ir e fiquei só para confirmar que estava certa. E eu estava, deveria mesmo ter ido.

Já deveria ter aprendido a confiar mais na minha desconfiança, mas aí você fica martelando na minha cabeça… E a simples lembrança de vê-lo sorrindo e me tomando nos braços, compromete toda a armadura.
Queria estar coberta de razão quanto a todo o restante e, dessa vez, por uma única vez, estar absolutamente enganada quanto a ‘ti’.

Excesso

Desmedido, compulsivo e insensato.

Acontece que uma hora isso tudo tem de amadurecer. Tá que amar desmedido é uma delícia, mas comedimento e racionalidade fazem muito bem, obrigada. Por entre lençóis sujos, eram muitas as vezes em que eu não entendia a minha permanência teimosa naquela cama vazia. Isso bastou até o momento em que não bastou mais. Você me bastou até me faltar.

Era um sentimento loucamente desenfreado, que fez o quarto ficar pequeno, o apartamento ficar pequeno, os sonhos ficarem pequenos. No fim das contas, foi você quem ficou pequeno demais pra mim. Me escorria amor por entre os dedos enquanto o destinatário tinha a caixa de correio abarrotada por envelopes ainda cerrados.

Amor em demasia, pra uns, é amor demais. Redirecionei. Aluguei um depósito, depois outro e outro. Não pedi nada de volta, deixei contigo as linhas torpes de um amor que não coube mais em cativeiro. Contigo ainda existem envelopes meus que hoje já não significam nada.

Comigo uma estranha sensação de que nada disso realmente aconteceu, uma seringa de anestésico local me mantém consciente de não mais estar sentindo.

Sunday, September 11, 2011

17

Growing older;
Growing wiser;
Smiling more;
But somehow sadder;
Growing older;
Growing sadder;

The older we get;
The better we used to be.

Wednesday, September 07, 2011

"Meu problema é saber demais, é reconhecer cada um dos teus sinais, por mais sutis que sejam ou que você ache que sejam."

Monday, September 05, 2011

My fairy



I have a fairy by my side
Which says I must not sleep,
When once in pain I loudly cried
It said, 'You must not weep.'

If, full of mirth, I smile and grin,
It says, 'You must not laugh';
When once I wished to drink some gin
It said, 'You must not quaff.'

When once a meal I wished to taste
It said, 'You must not bite';
When to the wars I went in haste
It said, 'You must not fight.'

'What may I do?' as length I cried,
Tired of the painful task.
The fairy quietly replied,
And said, 'You must not ask.'

Moral: 'you mustn't.'

Sunday, September 04, 2011

14

“O imprevisto acontece e alguém te encontra. E te reecontra. Te reinventa. Te reencanta. Te recomeça.”

Gabito Nunes

Monday, August 22, 2011

10

"Só que aí eu acabei mudando, e foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram.
Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vendo e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só pra mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz.
Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queira muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer.
Eu que gritei pra tantas pessoas ficarem hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar."

Tuesday, August 09, 2011

Estranho como todo o nosso futuro estava dentro daquele pretérito ao mesmo tempo que todo nosso pretérito foi projetado no futuro.

Monday, August 08, 2011

... ou não.

Talvez não caiba a mim encontrar o paradeiro do romance perdido. É que ele não me escapou pelos dedos desatentos, não está ao relento entre o meio-fio e os carros, não se esvaiu junto às memórias de uma madrugada ébria. Me corrói as entranhas cogitar a hipótese de que talvez jamais tenha, de fato, existido aquilo que tenho procurado. Me perfura os pulmões a constatação daquelas coisas que, mesmo quando assumidamente prováveis e esperadas, eu – ingenuamente – negava até o fim que pudessem acontecer:

As piores verdades são aquelas que parecem mentira.

Mas então o que é a verdade, se não tudo aquilo em que acreditamos com todas as nossas forças, até o fatídico momento em que não cremos mais? As verdades mudam, e as tuas o fazem numa velocidade que acredito que ninguém seja capaz de acompanhar. Justamente, por medo disso, tratei de despir meus sentimentos de poesia. No entanto, as nossas situações, mesmo nuas de significado, mesmo ceticamente analisadas com a frieza de um cirurgião, teimavam em rabiscar sorrisos na minha cara. Sorrisos que não saíam em água corrente. Mesmo assim, tenho vivido ao pé da letra o ‘dia-após-o-outro’, jamais adornando os dias com os meus costumeiros exageros que conheço bem. É difícil manter os pés no chão enquanto a mente voa.

Talvez o que me compete seja justamente diagnosticar a completa inexistência do romance, ou constatar que trata-se de um bobo conceito hipotético. Uma ideia que nos inspira, que nos motiva, que nos estufa o peito através de um brusco sopro do mais puro nada. Uma isca que nós, mesmo após fisgados sucessivas vezes, seguimos mordendo, constantemente e com convicção. E eu mordi mil vezes e vou morder outras duas mil, justamente por acreditar na ínfima chance de – somente por uma vez – aquilo tudo não ser uma mentira.

As piores mentiras são aquelas que parecem verdade.

Saturday, August 06, 2011

Para brincar de quebra-cabeça


(preguiça de procurar o arquivo pra deletar a camada com as informações da instituição)

07

As pessoas não são confiáveis. Cliché, eu sei. Mas sabe, eu sempre disse e agora reforço que os clichés existem por algum motivo. A cada dia que se vai, noto como voltei pro meu escuro-vazio-melancólico de que ninguém presta, o mundo é sujo, e é isso aí mesmo.
Porque confiamos nas pessoas, aliás? Porque se expor de tal forma, ficar vulnerável de tal jeito? Para todos lados que olho vejo pessoas se doando para outras pessoas, que se doam para outra e para outras e... circulo vicioso. No final tu é uma idiota, com a vida completamente exposta e sentimentos ao avesso.
O que exatamente nos faz não nos bastarmos a nós mesmos? Fechar-se pode nem sempre ser a melhor solução, mas ultimamente abrir-se parece ser ideia pior ainda.
Afinal, se é pra confiar em alguém que seja em mim mesma.
E respondendo a pergunta que fiz anteontem:

Como proceder quando tudo aquilo que você achava que há muito tempo já tinha sido digerido pelo estômago, volta, e com tudo para a garganta?

Se procede engolindo esse vômito inteiro pra dentro de novo, e sem fazer cara feia.
Decidi que vou me auto-namorar, tenho todas as qualidades que eu procuro em alguém e me conheço bem o suficiente pra saber o que posso esperar de mim. E ainda vou acertar no presente.

Saturday, July 30, 2011

06


L'amour, hum hum, pas pour moi,
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ca s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours

L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,

Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour ça ne va pas,
C'est pas du Yves Saint Laurent,
Ca ne tombe pas parfaitement,
Si je ne trouve pas mon style ce n'est pas faute d'essayer,
Et l'amour j'laisse tomber !
A quoi bon ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
Pourquoi faire se laisser reprendre,
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment.

Thursday, July 28, 2011

Medinho.

Your view on yourself:
Other people find you very interesting, but you are really hiding your true self. Your friends love you because you are a good listener. They'll probably still love you if you learn to be yourself with them.

The type of girlfriend/boyfriend you are looking for:
You are not looking merely for a girl/boyfriend - you are looking for your life partner. Perhaps you should be more open-minded about who you spend time with. The person you are looking for might hide their charm under their exterior.

Your readiness to commit to a relationship:
You are ready to commit as soon as you meet the right person. And you believe you will pretty much know as soon as you might that person.

The seriousness of your love:
You like to flirt and behave seductively. The opposite sex finds this very attractive, and that's why you'll always have admirers hanging off your arms. But how serious are you about choosing someone to be in a relationship with?

Your views on education
Education is very important in life. You want to study hard and learn as much as you can.

The right job for you:
You're a practical person and will choose a secure job with a steady income. Knowing what you like to do is important. Find a regular job doing just that and you'll be set for life.
http://www.quizbox.com/personality/test82.aspx

How do you view success:
Success in your career is not the most important thing in life. You are content with what you have and think that being with someone you love is more than spending all of your precious time just working.

What are you most afraid of:
You are afraid of things that you cannot control. Sometimes you show your anger to cover up how you feel.

Who is your true self:
You like privacy very much because you enjoy spending time with your own thoughts. You like to disappear when you cannot find solutions to your own problems, but you would feel better if you learned to share your thoughts with a person you trust.

  1. You've got great self-confidence and you're full of charm. Most guys who get to know you will be attracted to you. You are far from sweet and proper; your intriguing personality fascinates them. Most guys find it easy to fall for a girl like you.
  2. You really care about other people's feelings and are quite serious about the issues that affect your life. You are sincere, and your concern for the well-being of others makes many people want to be your friend.
  3. You strictly follow rules, and you expect other people to be the same as well. People can get tired of you easily, as you can make them feel a little guilty about themselves. You always make decisions on your own, and can be dismissive of other people's advice. You like to be the leader in groups, but can forget to be concerned about the people you are with.
  4. Your peers think of you as a fun person, but sometimes you can be a little irresponsible. You can be somewhat childish, and can try to ignore the fact that you will one day need to really grow up and be a mature adult! Perhaps you could start reading good books; they might help you look at the world in a different light. You do want to be taken seriously, right?
  5. Love at first sight is your style. You are not fussy about who you fall for, and often there seems to be no rational reason for you deciding to love someone, it just happens and you'll follow your heart. When you do fall for someone, you fall completely. Your love is somewhat child-like, or what people like to call "puppy love". While following your heart is important, you should also remember to use your head occasionally.
  6. You like to do activities on your own. You are confident and that's why you don't care what other people think about you. You are ambitious and often worry about your future. You don't like to be a follower because you like to be independent - this means you are always trying your best to be the leader. You are attractive to other people because of your confidence and intelligence.
  7. You love your friends very much - so much so that it's actually quite a worry. You may not be able to cope very well when you do lose somebody's friendship. You are a very sensitive and fragile person, and are therefore likely to get upset easily. You care for your friends and are willing to do anything that they ask you to do. Sometimes this can make your friends think that you are a bit of a nuisance. Nevertheless, people do really love you because your highest priority is your friends.

Monday, July 25, 2011

Alice's evidence

" ' Where shall I begin, please your Majesty?' he asked.
'Begin at the beginning,' the King said gravely, 'and go on till you come to the end: then stop.'
These were the verses the White Rabbit read:

'They told me you had been to her,
And mentioned me to him:
She gave me a good character,
But said I could not swim.

He sent them word I had not gone
(We know it to be true):
If she should push the matter on,
What would become of you?

I gave her one, they gave her two,
You gave us three or more;
They all returned from him to you,
Though they were mine before.

If I or she should chance to be
Involved in this affair,
He trusts to you to set them free,
Exactly as we were.

My notion was that you had been
(Before she had this fit)
An obstacle that came between
Him, and ourselves, and it.

Don't let him know she liked them best,
For this must ever be
A secret, kept from all the rest,
Between yourself and me.' "

Alices's adventures in wonderland

Tuesday, July 19, 2011

05


"Duas coisas que realmente separam as pessoas são o sexo e o amor."

"Poetas são farsantes: Fingem que as palavras são para o amado, quando na verdade, são para o amante."

http://grooveshark.com/#/s/Have+You+Ever+Really+Loved+A+Woman/2NVkdI?src=5

Sunday, July 17, 2011

04


(...) Nem tudo que é bonito aparenta
Nem tudo que é infalível se aguenta
Nem tudo que ilude mente
Nem tudo que é gostoso tá quente
Nem tudo que se encaixa é pra sempre
(...) Nem tudo que se diz tá dito
Nem tudo que não é você é esquisito
Nem tudo que acaba aqui
Deixa de ser infinito

(Edu Tedeschi/Zelia Duncan)


Wednesday, July 13, 2011

03


Ontem eu fui à praia. Nada de especial para a maioria, bem especial para mim. Eu não sou a maior amante do lugar, mas nunca discordei da sensação única que é olhar o mar. O dia estava tão... agadável, é que essa palavra pelo jeito me perseguiu o dia inteiro, mas naquela manhã era a única na minha cabeça. Sem vento, com sol, mas não estava quente, não estava frio, estava ameno praticamente sem sensação nenhuma. Dormente.
É que o meu corpo sempre fica dormente até atingir a latência, momento no qual finalmente o sangue volta a correr pelos membros e latejar - nessa fase sou obrigada a permanecer imóvel,a dor é muita. Depois disso o processo é inteiramente cíclico - diferente da moda que volta de vinte em vinte anos - eu completo esse ciclo inteirinho em meses.
Eu que sempre tive esse psicológico muito do fodido mesmo, tenho agora que voltar a lidar com os sonhos, eles tinham parado! Mas eu sei - dessa vez eu já sei - noites de angústia até eu livrar-me totalmente disso tudo, e o lado bom é que sei que quando eles pararem estarei totalmente inteira, de novo. Embora eu venha a pensar, que se fossem apenas os sonhos - os quais só eu vejo - que meu psicológico produz eu estaria no lucro... Pior são todas essas ~ outras ~ reações adversas visíveis que não consigo evitar, e me impedem de mentir. Ou pelo menos, dificultam a mentira.
Tava tocando slipknot no carro, lá na praia, meu pai conseguiu escolher até o cd mais agradável possível pro momento. É...

http://soundcloud.com/visconde/diga

Tuesday, July 12, 2011

The mock turtle's story

" 'You're thinking about something, my dear, and that makes you forget to talk. I can't tell you just now what the moral of that is, but I shall remember it in a bit.'
'Perhaps it hasn't one,' Alice ventured to remark,
'Tut, tut, child!' said the Duchess. 'Everything's got a moral, if only you can find it.' And she squeezed herself up closer to Alice's side as she spoke.
Alice did not much like keeping close to her (...) However, she did not like to be rude, so she bore it as well as she could.
'The game's going on rather better now,' she said, by way of keeping up the conversation a little.
' Tis so,' said the Duchess: 'and the moral of that is - "Oh, 'tis love, 'tis love, that makes the world go round!" '
'Somebody said,' Alice whispered, 'that it's done by everybody minding their own bussiness!'
'Ah, well! It means much the same thing,' said the Duchess, digging her sharp little chin into Alice's shoulder as she added, 'and the moral of that is - "Take care of the sense, and the sounds will take care of themselves." '
'How fond she is finding morals in things!' Alice thought to herself.
(...)
'Of course that it is,' said the Duchess, who seemed ready to agree to everything that Alice said; 'there's a large mustard-mine near here. And the moral of that is - "The more there is of mine, the less is of yours." '
'Oh, I know!' Exclaimed Alice, who had not attended to this last remark 'it's a vegetable. It doesn't look like one, but it is. '
' I quite agree with you,' said the Duchess; 'and the moral of that is - "Be what you would seem to be" - or if you'd like it put more simply - "Never imagine yourself not to be otherwise than what it might appear to others that what you were or might have been was not otherwise than what you had been would have appeared to them to be otherwise.' "

Alice's adventures in wonderland

Monday, July 11, 2011

02

"E vai doer um pouquinho menos a cada dia. Hoje dói na garganta e nos pulmões, como berros de angústia reprimidos. E depois vai doer no estomago porque eu vou tentar remoer a história. Então vai se dissipar por todo o corpo, para os pés e a nuca e os olhos e até os cotovelos. Por fim doerá no meu sexo, e acaba. Eu sempre que fui bem desentendida, custosa pra compreender entrelinhas. Não me dou bem com ironias e sarcasmos, eu sou bem clara, limpinha. Mas com certeza é a mais complexa de todas, com início e fim e sem meio, sem entremeios, que eu já vivi. Era uma vez um casal de menininhas lésbicas apaixonadas vivendo numa ilha ensolarada. E daí o amor morreu.

Mesmo sabendo que todos os erros foram seus, ursinha, eu me sinto culpada. De não ter percebido a falta de reciprocidade, de não ter reconhecido tuas reais necessidades. Não que isso fosse nos salvar, mas te salvaria um pouquinho, e me salvaria um monte. E agora eu fui embora, amor, e você... você voltou pra ela. E eu voltei pro escuro. Apesar de que toda essa neve é bem do clara, e limpinha, eu voltei pro meu escuro dark sombrio modo de enxergar as coisas. Love is fake, everybody's sad, life is dirty, i can see rotness in every little thing.

Eu 'tô no topo do mundo, amor. Eu ia gostar de conhecer tudo isso contigo, mas agora não és mais minha nunca mais. Ainda dói mas dói menos quando eu lembro que passa. Tudo passa. Eu sei que a tua frase preferida é 'Você é imatura', mas desculpa amor, você é tão tolinha. De achar que eu sou crua, porque eu já vivi tanta coisa, tanta coisa ruim. Eu já 'tô apodrecendo, e é esse meu medo, de apodrecer antes de ter sido feliz.

Acho que naquele dia 30, antes da meia-noite, eu fui feliz. Acho que as coisas ficam realmente muito boas antes de piorarem. Ou seria o contrário? A cinderela também virou abóbora depois da meia-noite e ela teve final feliz. Talvez eu tenha também. Talvez eu ame desse jeito louco que eu te amei de novo, e seja assim feliz de novo. E talvez dessa vez seja completo. Sem restrições. Até melhor.

Eu 'tô continentes longe de casa agora, milhas e milhas e milhas de água nos separando. E saber que as nossas próprias barreiras invisíveis são mais fortes do que todo esse oceano de distância. Tomara que ela te faça feliz. Mas eu acredito que não. Acredito que ela já tinha desperdiçado a chance dela, sabe. Quem sabe? No fundo do fundo do fundo eu queria que o mundo fizesse click e daí tu resolvestes me amar. O que ia ser triste também porque eu não vou te amar pra sempre. Nem até o final do mês.

Têm gente que fala que amor de verdade é só uma vez na vida. Besteira. Já amei de verdade várias vezes. Sei como é. E é sempre amor sim, é amor daqueles de se querer dar a vida e se doar por inteiro, amor daqueles de cinema só que ainda mais bonito por ser de verdade. Ou talvez eu que seja assim, muito de me dar. Pode ser que eu que tenha muito amor dentro do peito e em todas as outras partes do corpo. Porque começa na garganta, e termina no meu sexo, e só se acaba pra poder começar de novo, pois que além de tudo meu bem, meu coração é reciclável e respeita a minha própria sustentabilidade. E isso de reciclagem é tendência no mundo inteiro.

Não tenho mais nada pra acrescentar sobre nós, amor. Acabaram-se até as palavras! Provável que já tenha descido pro estômago. Quando eu pousar já estará escorrendo pelos cabelos, que agora são é bem curtos pro teu desgosto e logo acaba. É que ás vezes pra começar a costurar a gente tem que dar vários nós até que fique grosso o suficiente pro nó teimoso que é não conseguir passar pelo buraquinho do tecido. Pode puxar, amor, que eu já to bem presa do outro lado e não volto, esse lado que é o meu lugar.

'Tô voando, bem agora, bem em cima das nuvens, bem em cima de uma imensidão de mar. Vou enterrar o infinito longe pro nó ficar ainda mais forte. Vou deixar esse infinito de amor do outro lado do mundo, que é pra me conformar com a falta do teu infinito.

Tchau, amor. Foi doce te amar pela manhã."

Saturday, July 09, 2011

01

Felicidade, happiness, felicité, ou qualquer que seja essa palavra em todas as outras milhares de línguas escritas que desconheço. Duas horas e meia de puro contentamento...
Aquele carro, praia, pôr-do-sol, aquela língua falada. Nem sei se é justo eu escrever esse texto em português, mas como nada na vida é justo tanto faz. A vida tem caminhos estranhos, nunca pensei que nada disso fosse existir, mais estranho ainda é como tudo muda e no final faz sentido.
É muita saudade, muitos meses de saudades, e sempre tão pouco para matá-la que acaba apenas sendo abafada e no fim o que resta? Mais saudades, tanta que tu acha que vai morrer.
Mas tu nunca morre, tu sempre suporta mais do que acha que suporta e de prova disso até o meu cabelo serve. Como venta nessa cidade, e como essa cidade é linda, e como... como a sensação de estar trancada aqui pra sempre voltou forte dessa vez, sempre volta.
Sendo clichê mais uma vez tenho que admitir que tudo isso é amor, por quê, lembra? Metade de mim é amor e a outra metade também. Aprendi a ser assim, meio sem limites sempre amando mais do que em mim cabe, amando todos esses momentos, memorizando para depois (re)lembrar.
O pingente, que está aqui, talvez fique para sempre aqui... tu sabe. Talvez nada daquilo se concretize e para sempre ele ficará bem guardado aqui nessa casa na praia, nessa cidadezinha brasileira tão curiosa. Mas é só talvez também.
Meio que restringi meu uso do 'você' e voltei a usar apenas o meu 'tu', pois esse você paulista nunca foi meu, embora eu ache que tu saiba disso também. Abraço de i miss you mais gostoso do mundo, até aquele vento tava sendo o mais gostoso do mundo, ironia.
Vontade de ir embora sempre inexistente, depois de tanta felicidade a tristeza é sempre maior, tipo cocaína mesmo.

Mas tudo foi apenas amor, entre nós sempre é, apenas é. Amor. Love. Amour.

Suíça, oh Switzerland, porque ficas tão longe?

Friday, July 08, 2011

Advice from a Caterpillar

" 'Who are you?' said the Caterpillar.
This was not an encouraging opening for a conversation. Alice replied, rather shyly, 'I - I hardly know, sir, just at present - at least I know who I was when I got up this morning, but I think I must have been changed several times since then.'
'What do you mean by that?' said the Caterpillar sternly. 'Explain yourself!'
'I can't explain myself, I'm afraid, sir,' said Alice, 'because I'm not myself, you see.'
'I don't see,' said the Caterpillar.
'I'm afraid I can't put it more clearly,' Alice replied very politely, 'for I can't understand it myself, to begin with; and being so many different sizes in a day is very confusing.'
'It isn't,' said the Caterpillar.
'Well, perhaps you haven't found it so yet,' said Alice; 'but when you have to turn into a chrylasis - you will some day, you know - and then after that into a butterfly, I should think you'll feel it a little queer, won't you?'
'Not a bit,' said the caterpillar.
'Well, perhaps your feelings may be different,' said Alice; 'all I know is, it would feel very queer to me.'
'You!' said the Caterpillar contemptuously. 'Who are you?' "

Alice's adventures in wonderland

Tuesday, July 05, 2011

00

But I need to write, I don't know exactly about what, but I need to. These lines will appear a little bit confusing and non-sense but it's all I've got right now.
I felt her beside me, staring a point that was way opposite of where I was, and her fingers were in a weird and almost non-touching way in mine.
I could feel that she was trying to be ok with the situation otherwise that she couldn't be ok. It was too strong for her, the will to run away from that place (from me), all the times that I said - I miss you, I noticed that she couldn't say in a sincere voice which I know really well, me too.All the times she got rigid and did a thing with her mouth that was well closed but yelling - It hurts saying this to you, but I don't miss you too my darling.
And then, we were walking very very fast, she was smoking a lot, and she hold my hand but her head wasn't there, it was... just so so far away.
The day was really hot to everybody, but I was freezing out, in and out: 'cause I felt all the ice of the poles inside her eyes.

Again my world is so fulfilled with other person that is missing me in it.

Sunday, June 26, 2011

Mas chovia bastante lá fora.

Friday, June 17, 2011

Bonsoir mon amour

Bonsoir mon amour,
I always caught myself wondering
If you care about me
Like I care about you

Bonsoir mon amour,
I gave up this time
But you still can
Count me in,
In early hours,
To say, that I,
Was good for you
How they've never been

Bonsoir mon amour,
It's way hard to give up
Of something that you love
Mais Je ne sais pas si
Vous comprenez moi

Bonsoir mon amour
Aprés Aujourd'hui
I've got quatre words
C'est la vie

Friday, June 10, 2011

Nevava

Mas eu esperei lá
Sabe, nevava
Mas todo o resto
Estava em combustão,
Engraçado.

Sabe, nevava
Eu tremia
Noir, blanc, rouge
Engraçado,
Parece traição.

Tava gelada
Abafada, afobada
Chapada, enojada
Engraçado
Sabe, nevava.


"Mas como assim alguém pode não te querer?"

Tuesday, June 07, 2011

26to7

nem liga, guria
se eu já não sei disfarçar
se eu já cansei de esconder
o que era fácil de achar

nem liga, guria
se nos meus olhos não há (mais)
o brilho de quem vivia
com o coração em paz

se a gente já soubesse como vai ser a viagem
antes mesmo de comprar nossa passagem
a gente já virava pro outro lado e dormia (tão só)

se a gente entendesse que há um ciclo no amor
começa com pela cura, mas termina com a dor

nem liga, guria
se a minha voz acabar
sei que tu já me sacou sem eu precisar falar

nem liga, guria
não vou poder te atender
se a gente já soubesse como vai ser a viagem

não perderia tanto tempo com bobagem
e finjo que acredito no que dizem sobre o amor

eu finjo que é eterno

mas te peço, por favor

vê se não fica assustada quando eu digo
eu nunca fui daquelas que fazem sentido

amanheceu, e eu deveria estar dormindo
mas estes versos são palavras explodindo
e, no teu colo, um dia, elas vão cair.