"In three words I can sum up everything I have learned about life: it goes on."


Monday, March 29, 2010

A tarde inteira em Standby (could you stand by me?)

Na primeira tarde que eu passei de verdade sem você, eu fiquei no automático, seguindo todos com meus olhos e ouvidos quase não senti sua falta. Quase. Alguma coisa parecia fora do padrão, pois esse silêncio tão profundo não me era conhecido. Creio eu, que é porque o silêncio nosso é diferente de inumeráveis maneiras desse novo que me perseguiu a tarde toda - o silêncio só meu.
Mas não me isolei por falta tua, troquei algumas sílabas aqui e ali, e não me permiti olhar para o lado, vendo sua chará que me fazia inevitavelmente lembrar teu nome. Quem sabe assim, fosse mais fácil. (Ilusão)
Chegando ao fim do dia, me lembrei de nossos abraços e beijos de despedida, sempre tão rápidos como se fossemos repeti-los para sempre. Desci a escada caracol, tremendo com o fio do a/c e me deparando com o tempo feio e chuvoso lá de fora. - Ótimo, pensei. Mas ao ultrapassar as portas de vidro e o mar de pessoas eu te vi. Você foi me ver, me dar oi, beijo e abraço.
Eu imediatamente sai do Standby que me encontrei a tarde inteira e em fraçao de segundos fui para o Rec. Rec, Rec, Rec, a luz vermelha piscando histéricamente. Fiquei tão eufórica que não consegui me conter ou disfarçar a felicidade em te ver, e acho que todos (inclusive você) conseguiram notar como eu desejava te abraçar.
Agora, aqui no meu quarto, eu luto contra as minhas apostilas, buscando um pouco de concentração, mas só consigo me concentrar na lembrança dos poucos segundos que estive contigo há algumas horas atrás.


PS: Teu cabelo ficou lindo curto, amei.

Friday, March 26, 2010

Rainy corner

Da primeira vez que escrevi sobre nós, alguém leu e me contou que dava até pra sentir. Assim, espero que essas frases tenham novamente esse efeito nos meus leitores. E principalmente em você.

Teu sorriso de despedida foi lindo, e teu abraço tão confortante que as lágrimas que antes achei que rolariam nem chegaram a se formar. Só agora é que consigo entender, nós ainda existiremos separados.
Se eu caisse na besteira de sair por aí contando a todos o que eu venho sentindo, alguns achariam graça simultaneamente aos que sofreriam.
Então ficamos assim: sem dores para nenhuma das partes e de última - ou seria primeira? - lembrança o nosso abraço.

PS: Foi duro continuar a tarde sem você, olhando para o espaço vazio que você deixou, e sentindo seu cheiro na minha camisa xadrez. Era como se eu ainda estivesse naquela esquina chuvosa.

Thursday, March 25, 2010

Dismantle.Repair.

Enquanto eu vinha para casa tinha muitas ideias em minha cabeça sobre o que eu iria dizer aqui. Mas ao pegar a caneta e o papel todos os pensamentos sumiram. Eu gostaria de olhar para o seu sorriso (que me faz tão bem) e conjugar o verbo amar no pretérito. Mas seus fios de cabelo ainda estão no meu lenço, e seus olhos tão nítidos na minha memória, que eu não consigo sequer pensar em usar a terminação ei.
Tenho ciúmes de todas essas pessoas que te possuem integralmente, ou até daquelas que sem cerimônias podem te abraçar forte. Ao sentir cheiro de café sempre lembrarei de ti, e a cada gota de chuva sentirei os teus dedos em mim.
Eu me apego fácil, sempre foi assim... E tu entrou na minha vida de forma tão brusca e enérgica que eu não lembro mais como ela era sem você. Acontece que agora você está indo, e a única música que eu consigo ouvir é aquela que diz: four weeks felt like years.

Wednesday, March 24, 2010

Penumbra

Todas as portas e janelas já estão devidamente cerradas há algum tempo;
A penumbra da noite começou a tomar conta de mim;
Perambulo pela casa, o silencio sepulcral estourando meus tímpanos;
Daonde essa luz que engole meu escuro vem?;
Meialuz, acordes falhos, olhos borrados, ar mentolado;
A imagem que não ouso olhar desde janeiro me encarando;
A boca dona dos meus desejos utópicos cuspindo versos sangrentos;
De trás pra frente eu relembro momentos que sequer foram vividos;
Em uma triste e grave melodia eu ouço o som daquele passado;
Aquele que um dia pareceu o tão desejado futuro;
E hoje em dia nem lembranças mais eu possuo:

Eu nunca o quis.



- mas decorei com exatidão, todas as coisas como eu deixei.

Sunday, March 21, 2010

Óculos

Ela tremeu. Exatamente o porquê ninguém sabe explicar. É que de repente todos os padrões foram quebrados e tudo começou a ser visto de uma nova perspectiva. Óculos.
Quando criança, sua cabeça doia. Demais. Até descobrir que precisava usar óculos. Ela os fez. Dizem que a pessoa não sabe como enxerga mal, até descobrir o que é ver bem. Ao sair da loja, ela chorou: descobriu que aquelas bolas verdes tão admiradas antes, na verdade, não existiam. As bolas eram folhas. Ela via bolas ao invés de folhas, e agora... tudo era nítido. Choro de alegria.
É difícil saber quão bom é algo sem experimentar, é como criticar tequila sem nunca ter tomado um porre, ou abominar o cigarro sem nunca ter tragado.
Ela conseguia enxergar as folhas agora. As formas, e as cores. E ela conseguia enxergar ele também, mas ele ainda estava cego. Seu guardachuva preto está esperando, junto com aquele velho par de tênis. Não tem ninguém lá com ela. E se aparecer alguém? Alguém desconhecido, um terceiro indivíduo. Ela vai ou fica? Afinal, ela ainda está ali sozinha... e bem, começou a chover e está ficando cada vez mais forte, sabe como é...

Ela: - Fiquei por ti sim.
Ele: - Aham, mas me abandonou.
Ela: - Nem abandonei, to aqui agora.
Ela: - Continua vindo sempre?
Ele: - Não, ando meio sumido.
Ele: - Mas eu costumava vir sempre que você vinha...

Friday, March 19, 2010

Sobre C e E.

Você disse “Oi”; eu respondi.

Você não tinha mais cigarros; eu ofereci.

Você queria andar; corremos.

Você queria beijar; eu também.

Você tinha medo; eu não.

Você tinha algo; eu não tinha ninguém.

Você me beijou. Você me beijou.

Eu queria beijar; você não sabia mais.

Eu queria correr, você fugiu.

Eu tinha você; você não queria nada.

Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”.

Eu tenho tantos cigarros; você nem fuma mais.

Queria que você ligasse; você não ligou.

Queria que você falasse; você se calou.

Queria que o tempo passasse; você voou.

março 4, 2010 por foradaminhatv

http://foradaminhatv.wordpress.com/



Wednesday, March 03, 2010

Frozen rain

E até o tempo parece estar sincronizado com as minhas ânsias: our most wanted frozen rain started early today.







Don't pretend that you care, don't you ever wonder about how I'm weird. I'm enjoyng the rain.

Estreitos corredores

Estreitos corredores esses nos quais os pensamentos teimam em correr. Muito estreitos... e traiçoeiros, preparando armadilhas a cada esquina, tentando fazer você se perder dentro da sua própria cabeça.Quão ridículo, quão irônico. A ironia é deprimente, desgastante. Como ácido corroi a pele, como a chuva apaga o fogo.
Mas é que na verdade as chamas dançavam alegremente, misturando azul e laranja, aquecendo todo o ambiente... você que tinha problema com o calor mesmo, pois ele consegue ser irritante e cansativo. Tenta agarrá-lo por longos segundos com as próprias mãos, cravando as unhas para tentar sufocá-lo, mas depois disso a sensação de impotencia volta e continuamos no zero a zero.
A indiferença do dia e da noite a faz querer desesperadamente palavras, muitas palavras, um dicionário de palavras. E é quando você mais precisa ouvi-las que o silêncio aparece, se instala, até começa a abrir a sua geladeira e deitar em sua cama. Então você apela aos corredores, minúsculos e claustofóbicos corredores onde você se esconde. E um telefonema, e-mail, sinal de fumaça seriam bemvindos, pra variar. Mas quem disse que a tecnologia do fogo já chegou aí?