"In three words I can sum up everything I have learned about life: it goes on."


Sunday, September 27, 2009

O que me trouxe até aqui, afinal?

Vou fazer um primeiro post aqui, como se espera de alguém que fez um blog para si mesmo. A verdade é que eu não sei se foi a chuva, o livro que eu li de tarde, a conversa do jantar, ou só a minha cabeça mesmo com milhões de pensamentos (para variar), mas hoje é apenas mais um dos dias que eu me questiono: O que nos faz chegar aqui?
Quer dizer, eu não sei a quantos anos você nasceu, mas eu a 16 anos atrás era uma espécime de coisas fofa, gordinha, que não sabia falar, e chorava para conseguir as coisas (talvez esse fato não tenha mudado muito). Mas a questão é que todos éramos puros, indefesos, inteiros, intocados. Daí pensamos na vida, e em todas as coisas que nos contaminaram, nos lascaram, nos iludiram, nos detonaram, nos modificaram. Porque deixamos essas coisas acontecerem com a gente? Porque deixamos os outros interferirem em nós? Afinal, você é quem você é e pronto. Quando você babava e batia mãozinhas, ninguém te colocava na parede e mandava você escolher seu futuro. Eu sei que isso se chama crescer, mas ao mesmo tempo é tão difícil nos livrarmos das marcas que estão em nós, que crescer fica sendo tão incrivelmente difícil. A mudança sempre foi algo complicado, do meu ponto de vista. O fato de não saber o que me espera é o que me preocupa, o fato de ser obrigada a dar um tiro no escuro. E quando eu penso no fututo - uma estrada de duas mãos se forma - e vem juntamente o passado, eu volto a me perguntar como que eu cheguei até aqui. Talvez muitos tiros me trouxeram até aqui, e tenho certeza de que muitos mais disparos me levarão até lá (seja lá o que esse "lá" irá ser). Mas a que preço? Quais novos padrões serão impostos a mim, quais novos cortes serão feitos, lascas tiradas e enxertos postos?
E o mais estranho de tudo, é que eu sei, que por mais que eu dê mil tiros no escuro, e novecentos e noventa e nove deles deem errados, o milésimo dará certo. Porque por mais clichê que pareça, se não está bom, é porque não é o fim. E é esse otimismo que vem me mantendo semiviva durante os últimos meses, embora às vezes eu me pergunte se eu não irei me decepcionar. Pelo menos, eu já cheguei até aqui... né? E por mais que eu já tenha sofrido por coisas banais, chorado por quem não merecia, hoje eu vejo tudo aquilo como uma tremenda de uma bobagem. Será que algum dia, irei ver esse meu momento atual como tolice também? Perguntas, perguntas, perguntas. Mudanças, mudanças, mudanças. Escuro, escuro, escuro.